Sábados e Domingos, não mais.

Malditos dias de um solitário. Maldita dor que rasga o peito, que mata, que arde. Estão gritando lá fora, todos profanam e torcem contra mim. Gostaria eu estar em Vesúvio no momento de sua erupção, gostaria ser engolido por este vermelho intenso, gostaria eu, ser queimado por este fogo que é maior que minha dor. Vou me lambuzar nas suas quentes larvas para me aquecer deste frio. Consumir até nada mais restar. Chegarei ao ápice, ao clímax da solidão. Gritarei. Darei gargalhadas de prazer. Livre. Vou experimentar até encontrar dor maior. Vou querer ser consumido até finalmente minha alma sossegar e não mais dor existir. Vou descer aos infernos, vou implorar ao mal que me devore, que entre em minhas entranhas e não mais me deixe voltar a este mundo adúltero. Não mais sentirei os prazeres desta terra, não mais sofrerei diante de ti. Encontrarei dor maior. Encontrarei dor maior. E então minha alma se acalmará, estarei livre. Maldita solidão, estarei livre dela, maldita. Solidão maldita. Nunca mais domingos e sábados no inferno. Sem domingos e sábados no inferno. Sem inferno. Sem domingos e sábados. Não mais.

"O homem solitário ou é uma besta ou é um deus."

 

Declamado por Simy

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Soneto de um homem casado

 

Deus em Momento Inspirado,
Inventou o Homem Solteiro,
E deu a moeda dois lados,
Viu-o Sozinho, Faceiro
Correr por Colinas, Canteiros,
Viu-o Sorrindo Matreiro,
jogado pelos Gramados

Em Momento Oportuno,
Deus num passe de mágica,
com um ataque soturno,
Tirou do Homem 1 Costela
E em menos de 1 Segundo

Inventaram a Mulher Cinderela
E o Homem se viu Acompanhado!
Coitado!
Não podia mais ir ao Bar,
ou Passear Sossegado,
Não podia mais navegar,
Chegar em casa atrasado...

Então o Sóbrio com a Beleza,

Ficou Embriagado,

E ELA andando nua pela natureza

Fez o Homem Declarar-se apaixonado.

Então, Deus em Momento Inspirado,
Inventou o Homem Solteiro,
Jogou a modéstia de Lado,
Deu a Mulher, Companheiro
Levou a Igreja, o Solteiro
Transformou-o em Homem Casado.

 

Declamado por Daniel Carrasco

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:: Postado por Gaivota às 19h44
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Quase Sem Querer

Tenho andado distraído,
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso.
Só que agora é diferente:
Estou tão tranquilo
E tão contente.
Quantas chances
desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada p'ra ninguém.
Me fiz em mil pedaços
P'ra você juntar
E queria sempre achar
Explicação p'ro que eu sentia.
Como um anjo caído
Fiz questão de esquecer
Que mentir p'ra si mesmo
É sempre a pior mentira.
Mas não sou mais
Tão criança a ponto de saber
Tudo.
Já não me preocupo
Se eu não sei porquê
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu vejo o mesmo que você.
Tão correto e tão bonito
O infinito é realmente
Um dos deuses mais lindos.
Sei que às vezes uso
Palavras repetidas
Mas quais são as palavras
Que nunca são ditas?
Me disseram que você
estava chorando
E foi então que percebi
Como lhe quero tanto.
Já não me preocupo
Se eu não sei porquê
Às vezes o que eu vejo
Quase ninguém vê
E eu sei que você sabe
Quase sem querer
Que eu quero o mesmo que você...

Legião Urbana

 Declamado por Fabi

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:: Postado por Gaivota às 20h00
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Todas as cartas de amor são ridículas

 

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor, 
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor, 
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram 
Cartas de amor 
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia 
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje 
As minhas memórias 
Dessas cartas de amor 
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
 Como os sentimentos esdrúxulos,
 São naturalmente
  Ridículas.)

 

Alvaro de Campos

 

Declamado por Daniel

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:: Postado por Gaivota às 10h39
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Ao lhe ofertar uma flor

 

 

Uma flor ao desabrochar

É como despertar a Natureza

Onde além da fragrância e beleza

contém todos os segredos da Vida

 

De uma flor desperta a própria Natureza

Onde se inicia todo o ciclo da vida

Do suave processo da polinização

Ao harmonioso sucesso da frutificação

 

Em todas as cores e formas

Em todos os tons de perfumes. fragrâncias

Com simplicidade, fragilidade...Suas pétalas

Transbordam  exuberância

 

Continua no post abaixo...

:: Postado por Gaivota às 10h57
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No seu núcleo fervilha toda a existência

Corola iluminando, homenageando a vida.

Em suntuosidade viçosa

Estigmas, estilos... Divina magia

 

Ao lhe ofertar uma flor

Deposito nela mais que um carinho

Ela contém a esperança do frutificar os

Frutos da nossa vida, nosso amor.

 

Autor Desconhecido

 

Declamado por Íris

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:: Postado por Gaivota às 10h56
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E o lago me come...

Líquido jogado no chão
Planície transformado em água
Água da cor de lago
Que cor tem água de lago... Se lago tem cor.
O caule das árvores se mechem
Árvores da volta do lago
O corpo balança com o vento
A árvore quer me abraçar
Me abraça feito louca, me suja com sua seiva
Minha cabeça roda como doida, doída
Os homens riem
Porque a árvore me força, me esforça e me rebate pra fora
O lago na frente ri e se esforça e me força ao que não quero, quero
Apertam minha cabeça, e dói, a febre também me força
Todos querem, querem meus órgãos
Querem nanquim de mim, minha bílis nada mais produz , e meus órgãos estão mortos
O lago os tragou
As águas batem nos meus seios
A trinta metros deles minhas mãos agarram os ramos.
Impulso de salvação
Os peixes comem meus ovários e os sagrados óvulos
O lago me força, me espreme
E meus rins filtram suas águas
Meus olhos tentam enxergar no escuro fundo
Minha boca come algas flutuantes e meus pés caminham pela superfície
A árvore louca tenta alcançar com seus ramos minhas nádegas e seu caule me olha com desprezo
Meus ouvidos ouvem o grito da minha boca e afunda pro fundo
Meu coração agora bate não dentro de mim, mas no lago e para o lago.

 

Declamado por Simy:

 

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:: Postado por Gaivota às 12h42
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Declamado por Cleide

 

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:: Postado por Gaivota às 12h29
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