Oi queridos amigos!
A cada dia fica mais difícil viver nessa blogsfera.
Obrigado pelo carinho e amizade.
A saudade será a única companhia que me espera
Mas estarei unida a vcs de verdade.
Meus sussurros ficaram por aqui.
Páginas lindas de um livro que li
E aos que detestam o fim
Eis que ele surge enfim
Mas como dizia o poeta,
"Que seja eterno enquanto dure..."
Meu xeiro!
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Gaivota
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07h53
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Respirar poesia,
Viver poesia!
Sentí-la chegando,
Adetrando,
Rasgando,
Minha carne
Que agora invade
Provocando
As feridas que não saram
Os desejos tão sonhados
As bocas que se calam
O perfume não exalado
Como posso viver
Sem ti minha companhia
Estaria destinada a morrer
Em uma profunda agonia....
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Gaivota
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18h28
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Hoje não há os versos que sempre declamo
Nem menos o ruído de uma bela canção
O motivo é o de sempre: meu coração
Que cismou de hoje amanhecer sangrando...
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Gaivota
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10h11
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Uma Grande Mulher!

Mulher, menina, moça, namorada,
solteira, casada, divorciada,
mas mesmo assim não deixa de ser mulher.
Mulher que mesmo sentido a dor do parto
é agraciada com o dom de dar a luz.
Mulher mãe, protetora, admirável,
discreta, inteligente, criativa, enfim!
Com todos esses adjetivos não deixa de ser mulher.
Mulher que o ombro, o colo,
o primeiro beijo quando se vem ao mundo.
Que enfrenta tudo e a todos para proteger
a sua obra prima: a maternidade!
Mulher que estando só ou casada
sabe como ministrar a vida
e edificar o lar e a sua família.
Mulher, que não só hoje você possa ser lembrada
Mas por todos os dias...
Pois o que seria de um homem
se ao seu lado não caminhasse uma grande mulher?!
Alderi Paulo
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Gaivota
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07h19
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Romantismo - Parte II
Álvares de Azevedo

Álvares de Azevedo é o melhor representante da Segunda Geração da Poesia Romântica, também chamada Mal-do-Século (referência à tuberculose, doença que matou a maioria dos jovens poetas desse tempo) ou mesmo Byroniana (referência ao seu mentor, o inglês Lord Byron). Os textos desse grupo tiveram como características a melancolia, o tédio, o desencanto pela vida, a obsessão pela morte e outros aspectos mórbidos e malditos, como canibalismo, assassinato, necrofilia. Também se caracterizaram por expressarem um apego à infância e à família, além da idealização extrema da figura feminina, a ponto de ela aparecer ou no mundo dos sonhos, da fantasia amorosa, ou de forma pouco nítida (entre a neblina, sombras e afins).
No entanto, a qualidade de Álvares de Azevedo está na superação desses elementos, a começar pela coragem em trabalhar, ainda que discretamente, com imagens eróticas, como se percebe no poema “Soneto”. Além disso, o seu senso crítico permitia enxergar os exageros do Mal-do-Século, o que o fez assumir uma postura de deboche e até de paródia, notada em poemas como “É Ela, É Ela” e “Namoro a Cavalo”. Há quem diga que tal inteligência se devia ao fato de o poeta, jovem frágil, ter mergulhado nos livros. Esse argumento, contudo, só consegue justificar o caráter cerebral de sua poesia, que tem muito de análise, de cálculo. Daí a profusão de epígrafes em seus poemas, a revelar o universo de leituras do Bardo.
Outro elemento interessante em Álvares de Azevedo é o caráter prosaico de seus melhores textos. A linguagem assume um ritmo solto, fluente, natural, quase não dando para se perceber que se trata de versos metrificados. Sua temática é simples, cotidiana, como em “Idéias Íntimas”, em que o poeta está apenas descrevendo os objetos de seu quarto. Ou seja, Álvares de Azevedo produziu uma poesia que o manteve solitário em 1852, pois suas características só iriam surgir efetivamente com o Modernismo, principalmente em Libertinagem (1930), de Manuel Bandeira. Foi, assim, além do seu tempo ao provar que a verdadeira poesia não precisa buscar seu tema nas alturas e muito menos usar linguagem empolada.
Sua melhor obra é Lira dos Vinte Anos. Também escreveu um conjunto de contos macabros, reunidos sob o título de Noite na Taverna.
SONETO
pintura de Eugène Delacroix
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Gaivota
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18h23
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Romantismo - Parte I
Tal movimento propiciou o grande reinado do egocentrismo, abrindo caminho para um sentimentalismo tão exagerado que em alguma vezes a natureza acabou tornando-se significativa, representativa das emoções do artista. É como se os dois tivessem se tornado um só.
Conseqüência ampliada desse egocentrismo foi o nativismo, ou seja, o elogio exagerado à pátria. Na Europa, isso provocou um desejo de re-
torno à Idade Média, em que as nações modernas estavam nascendo. No Brasil, o equivalente foi o Indianismo, ou seja, a apresentação do índio como o digno representante do que nossos artistas consideravam os valores nacionais.
Gonçalves Dias
Como membro da Primeira Geração da Poesia Romântica Brasileira (inaugurada por Gonçalves de Magalhães em 1836 com Suspiros Poéticos e Saudades), Gonçalves Dias carrega uma herança da Era Clássica que se manifesta pela sua postura equilibrada e também pelo domínio da forma do poema, que é percebido pela sua maestria em manipular os inúmeros recursos da Língua Portuguesa, inclusive o ritmo, que se tornou marcante em muitos dos seus textos. E um deles o meu favorito: Canção do Exílio
Canção do Exílio
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar sozinho, à noite
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Coimbra - julho 1843.
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Gaivota
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17h31
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Arcadismo

(Marília de Dirceu segundo a visão contemporânea (1957) de Alberto Guignard)
Com a Restauração (que restituiu com grandiosidade ao Império Português), a riqueza vinda de Minas Gerais e a influência do Iluminismo, Portugal respira novos e animados ares, afastando-se do pessimismo e obscurantismo do Barroco. Abre-se caminho, portanto, para o Arcadismo.
Realizando uma retomada dos ideais clássicos, os mesmos que nortearam o Classicismo (daí seu outro nome, Neclassicismo), essa escola apresentará poetas que se imaginarão pastores (pastoralismo), numa tentativa de fuga do mundo urbano (fugere urbem) em direção ao campo, visto como agradável, aprazível (locus amoenus). Lá se valorizaria a mediania, o equilíbrio (aurea mediocritas), tanto na vida quanto na literatura, dispensando-se tudo o que seria inútil (inutilia truncat ). Mas o seu mais famoso ideal é a valorização da fruição vida, do aproveitar o tempo, sob o famoso nome de carpe diem.
Eis que trago um soneto de Claudio Manoel da Costa onde seus poemas, principalmente os sonetos líricos, mostram forte influência camoniana. Além disso, por meio do contraste constante entre a valorização do rústico (Minas) e do civilizado (Portugal), são os primeiros a mostrar um apego, uma paixão pela Colônia. Esse sentimento pode ser detectado pela citação constante que o autor faz a imagens ligadas a pedra - típico elemento da paisagem mineira , como penha, penhasco, rocha, rochedo.

(Ouro Preto era o palco do Arcadismo Brasileiro)
Destes penhascos fez a natureza
Destes penhascos fez a natureza
O berço em que nasci: oh! quem cuidara
Que entre penhas tão duras se criara
Uma alma terna, um peito sem dureza!
Amor, que vence os tigres, por empresa
Tomou logo render-me; ele declara
Contra o meu coração guerra tão rara,
Que não me foi bastante a fortaleza.
Por mais que eu mesmo conhecesse o dano,
A que dava ocasião minha brandura,
Nunca pude fugir ao cego engano:
Vós, que ostentais a condição mais dura,
Temei, penhas, temei, que Amor tirano,
Onde há mais resistência, mais se apura.
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Gaivota
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16h47
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Barroco

Com a queda do Império Português em 1580, além do terror espalhado pela Contra-Reforma e seu aparelho mais eficiente, a Santa Inquisição, desaparece o terreno otimista do Classicismo. É chegado o momento do Barroco.
Essa nova escola literária expressará um pessimismo e uma visão problemática da existência. Tal angústia, reforçada pela consciência da transitoriedade dos bens da vida (efemeridade), jogará essa arte numa busca frenética da religiosidade cristã.
Tal desespero pedirá um largo emprego de figuras de linguagem que expressam as oposições dramáticas por que passa o espírito de seus artistas. É o grande momento das antíteses, paradoxos e oxímoros.
No entanto, nem só de oposições será feito o Barroco. Haverá uma predileção por todo e qualquer tipo de elaboração poética. Para essa arte, quanto mais enfeitado o texto, melhor. Em outras palavras, impera o malabarismo verbal, a ornamenta-
ção exagerada.
O primeiro autor de fato da Literatura Brasileira é Gregório de Matos Guerra. Famoso na época por causa de sua Poesia Satírica, licenciosa e obscena, ganhou o apelido de Boca do Inferno. A explicação para essa verve, crêem alguns, está ligada ao fato de o poeta sentir-se injustamente rejeitado: é branco, sangue português, mas não faz parte da elite que manda na Bahia, mestiça de índio com europeu. Assim, a acidez de suas críticas, muitas vezes atacando defeitos que ele mesmo possuía ou praticava, teria fundamento preconceituoso e despeitado.
NA minha opinião eis a poesia mais bela dessa época:
Soneto
Ardor em firme coração nascido;
Pranto por belos olhos derramado;
Incêndio em mares de água disfarçado;
Rio de neve em fogo convertido:
Tu, que em um peito abrasas escondido;
Tu, que em um rosto corres desatado;
Quando fogo, em cristais aprisionado;
Quando cristal, em chamas derretido.
Se és fogo, como passas brandamente?
Se és neve, como queimas com porfia?
Mas ai, que andou Amor em ti prudente!
Pois para temperar a tirania,
Como quis que aqui fosse a neve ardente,
Permitiu parecesse a chama fria.
Gregório de Matos Guerra
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Gaivota
às
16h43
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Classicismo

Quando se olha o gigantismo que atingiu o Império Português no século XVI, parece ser mais do que coincidência a retomada que a literatura lusitana realizou, nesse período, dos ideais de dois impérios clássicos: grego e romano. Esse resgate, portanto, é que chamamos Classi-cismo, vertente literária do Renascimento, que já dominava a Europa de então.
Os valores que entram em voga são: imitação de modelos clássicos, mitologia clássica, antropocentrismo, euforia, otimismo, equilíbrio, razão, harmonia, perfeição formal e universalismo. Soma-se a isso: o ideal de que a arte, além de gerar prazer estético, deve preocupar-se em defender valores morais (ideal ético-estético) e a mistura do Paganismo com o Cristianismo (fusionismo). No caso de Portugal, mais outro aspecto deve ser acrescentado: o orgulho nacionalista exagerado (ufanismo).
Iniciando em Portugal em 1527, quando Sá de Miranda, de volta da Itália, trouxe a medida nova (verso decassílabo clássico), essa escola literária se extenderá só até 1580. No entanto, será a época de maior poeta da Língua Portuguesa, Luís Vaz de Camões, e de duas obras monu mentais, Os Lusíadas (1572) e Rimas (1595).
Foi difícil pra mim escolher uma de Camões, então decidi por duas. Espero que gostem!
Alma minha gentil
Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente,
E viva eu cá na terra sempre triste.
Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.
E se vires que pode merecer-te
Alguma coisa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,
Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.
Amor é um fogo que arde sem se ver
Amor é um fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
:: Postado por
Gaivota
às
12h11
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Humanismo

Espremido entre a Idade Média e a
Idade Moderna, o Humanismo é um momento de transição, apresentando, portanto, características dessas duas eras. Convivem o teocentrismo e a espiritualidade medievais com o antropocentrismo e o materialismo clássicos. A esse fenômeno dá-se o nome de bifrontismo.
Contemporâneo da Expansão Marítima em Portugal e do Renascimento no resto da Europa, esse período literário demonstra uma preocupação marcante em analisar o Homem e a sua sociedade de forma crítica e consciente, apesar do florescimento econômico e social gerarem um ar de luxo e conforto.
Suas principais vertentes são a Prosa Historiográfica de Fernão Lopes, a Poesia Palaciana e o Teatro de Gil Vicente.
Fernão Lopes
Literariamente, destaca-se pelo tratamento que dá ao texto, buscando efeitos estéticos que o tornem mais agradável, como a seleção de vocabulário e agilidade garantida pela simpiicidade lingüística, presença de diálogos, cortes na narrativa e suspense.
Seus principais textos, que chegaram aos dias de hoje, são Crônica d'el Rei D. João (considerada a melhor), Crônica d'el Rei D. Fernando e Crônica d'el Rei D. Pedro. Nesta última está relatada a famosa história de Inês de Castro, além da célebre vingança de D. Pedro sobre os algozes da dama espanhola.
Poesia Palaciana
Trova à Maneira Antiga
Comigo me desavim,
sou posto em todo perigo;
não posso viver comigo
nem posso fugir de mim.
Com dor, da gente fugia
antes que esta assim crescesse;
agora já fugiria
de mim, se de mim pudesse.
Que meo espero ou que fim
do vão trabalho que sigo,
pois que trago a mim comigo,
tamanho imigo de mim?
Sá de Miranda
:: Postado por
Gaivota
às
16h34
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Como ando sem muita inspiração, resolvi postar sobre literatura brasileira e portuguesa. Espero que gostem! E hoje vou falar um pouco sobre o trovadorismo. Apreciem com moderação!

O Trovadorismo, primeira escola literária em Língua Portuguesa, caracterizou-se por sua produção oral associada sempre à música. Assim, o que temos nessa época não são poemas, mas cantigas. Em outras palavras: a poesia não era recitada, e sim cantada.
Os textos dessa escola estão em galego-português (ou português arcaico), língua que era usada na Galiza, região do norte ibérico. Na realidade, toda a produção trovadoresca não é exclusividade da Literatura Portuguesa, mas de uma literatura galaica, que tanto engloba Portugal quanto Espanha.
Segue no post abaixo uma cantiga dessa época a qual a autoria eu desconheço.
:: Postado por
Gaivota
às
18h03
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Cantiga de Amor
Formosa senhora, então não quereisacreditar no sofrimento em que me encontro por causa do amor,Para minha desgraça é que sois bonitae para minha desgraça escolhi a vós como minha senhora,e para minha desgraça ouvi falartão muito bem de vós, e para minha desgraça vos vi,pois minha desgraça são todas as qualidades que vós possuís. E então vós não vos lembrais do sofrimento,nem da angústia em que amor me faz ficar preso,para minha desgraça vivo muito mais do que imaginaise para minha desgraça Deus fez-me nascere para minha não morri quando pensei que fosse -quando vos vi - e para minha desgraça fiqueivivo, pois vós para minha desgraça não me dais a mínima atenção. E desse sofrimento em que vós me jogastes,em que hoje eu vivo tão sem sentido,que farei eu, pois vós não acreditais em mim?Que farei eu, sofrido pecador?Que farei eu, vivendo sempre assim?Que farei eu, que nasci num mau dia?Que farei eu, pois vós não me dais valor? E, já que Deus não quer que me deis valor,Nem que queirais acreditar em meu sofrimento,que farei eu, por Deus, digai-me?Que farei eu, se não consigo morrer logo?Que farei eu, se vou continuar vivendo?Que farei eu, que não sei o que fazer?Que farei eu, que vós desprezastes? :: Postado por
Gaivota
às
17h59
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Adeus

Vá embora saudade; eu não queria
Que tivesses chegado de repente,
Por que é que tens comigo essa mania,
De pertubar-me assim constantemente?
Vá pra bem longe. E quando algum dia
Te perguntarem como vai a gente,
Diga: -Brigamos, que eu não podia,
Viver sempre contigo intransigente,
Pois eu deixei a porta entre-aberta,
Para tomares a atitude certa.
Para saíres, nunca mais voltar.
Mas se depois, quem sabe, eu resolver,
E bem baixinho te mandar dizer,
Que de "saudades" te mandei buscar?
Paulo dos Santos
:: Postado por
Gaivota
às
16h09
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Soneto
Ela até agora não veio!
Será que se perdeu no caminho
Foi tomada por um desvaneio
Ou foi atrás de um solitário passarinho?
Pode ser que tenha encontrado
Um amigo, um anjo, um colo numa bela enseada
E ele tornou seu aliado
Já que eu da minha vida a tinha afastada...
Que poderei fazer eu para tê-la novamente
Se o destino me deixou mas uma vez tão impotente
E desgustando o gosto amargo
Outra vez me embriago
E deixo minha sina me levar
Mendigando mais uma vez a esmola do teu olhar.
:: Postado por
Gaivota
às
10h21
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Meus queridos amigos,
Peço desculpas pela ausência nos blogs de todos vcs, mas esses últimos dias...
Para aqueles que não sabem meu casamento é sexta-feira dia 16 então é esse o porquê da ausência!
Mas prometo a todos que em 2006 voltarei mais feliz e apaixonada do que nunca!!!!
Tenham todos um Feliz Natal e maravilhoso Ano Novo!!!!!
Meu xeiro nos corações de todos vcs!!!!
Elze ![]()
:: Postado por
Gaivota
às
14h13
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Meu perfil BRASIL, Nordeste, NATAL, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Cinema e vídeo, Informática MSN - Ask me!!! |
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